quinta-feira, 17 de junho de 2010





Hoje deu aquela vontade de voltar a ser criança.
Era um tempo tão bom... Eu não tinha tantas responsabilidades.
Mamãe se preocupava mais, não eram tantas cobranças, as pessoas achavam tudo bonitinho, quando fazia coisa errada ninguém julgava. Apenas reclamavam ou olhavam sério pra mim.
Era louca pra completar dezoito anos. Completei. Liberdade? Sim, conquistei, mas não por completo. Sempre estou presa a algo. Ultimamente minha mãe tem cobrado tanto de mim... Sempre fala “Gabriela, você já tem dezoito anos. Está na hora de você começar a fazer alguma coisa. Quer tudo na mão, menina.” Outras vezes “Gabriela, não pense que porque você tem dezoito anos você se governa.” Vai entender...
Quando criança eu era o guti-guti, o trocinho da mamãe, a filhinha linda. Agora eu sou a filha que está crescendo e querendo ser livre. A filha que só pensa em farra e quer tudo na mão. Às vezes, acho que essa é a visão da minha mãe. Mas não! Eu não quero só me divertir. Por enquanto é só o que tenho feito mesmo, mas penso no futuro, poxa!
É... Quando era criança não pensava.
Queria voltar a ser criança...

quarta-feira, 19 de maio de 2010


Ah, hoje deu vontade de escrever sobre nada.
Assim, sem partir de um assunto específico, sem seguir regras, sem tema, simplesmente escrever!
Isso aqui estava meio abandonado.
E eu com meus pensamentos aqui.
Tanta coisa está mudada...
Pessoas novas em minha vida, lugares também novos, a rotina já não é mais a mesma.
Cobranças e mais cobranças alheias. Não no sentido de dívidas,mas de exigências.
Os sentimentos mudaram também. Agora ando pensando mais em mim. Acho que assim-um tanto egoísta- está bom.
Estou sem me preocupar muito com o amanhã, sem pensar tanto no ontem, vivendo o hoje. Isso basta!
A saudade de algumas pessoas aumenta cada dia mais. Uma sensação de falta às vezes toma conta de mim, mas sei que passa.
Logo,logo tudo vai mudar de novo.É sempre assim.Tudo muda,tudo passa...
Agora estou escutando "Boa noite" na voz de Luciana Mello e tem uma frase da música que diz "Voar é do homem".
E é mais ou menos isso. De vez em quando eu vôo com meus pensamentos. Aliás, quem não 'viaja na maionese' às vezes, né?!
Bom, agora vou dormir porque amanhã é dia de trabalho.

domingo, 18 de abril de 2010


Sabe o que eu queria agora, meu bem...?

Sair chegar lá fora e encontrar alguém

Que não me dissesse nada

Não me perguntasse nada também

Que me oferecesse um colo ou um ombro

Onde eu desaguasse todo desengano

Mas a vida anda louca

As pessoas andam tristes

Meus amigos são amigos de ninguém.
Sabe o que eu mais quero agora, meu amor?

Morar no interior do meu interior

Pra entender porque se agridem

Se empurram pro abismo

Se debatem, se combatem sem saber
Meu amor...

Deixa eu chorar até cansar

Me leve pra qualquer lugar

Aonde Deus possa me ouvir

Minha dor...

Eu não consigo compreender

Eu quero algo pra beber

Me deixe aqui pode sair.
Adeus...


(Onde Deus possa me ouvir-Vander Lee)

quarta-feira, 31 de março de 2010

Saudade


Hoje é um dia de saudade. Saudade da minha velhinha que se foi há exatamente sete meses. E é assim todo dia 31. Fico eu a pensar que poderia ter dito o quanto a amava, que ela era sim importante, era um ‘porto seguro’. Mesmo com todos os nossos desentendimentos (o que é normal entre avó e neta adolescente) ela me passava tamanha segurança. Algo que eu já não sinto tanto. E, se ela estivesse aqui, tanta coisa não teria acontecido. Está tudo pelo avesso. Tive que alçar novos vôos, novas responsabilidades... Cada um da família indo pra um lado. Já não é mais a mesma coisa. Sexta-feira Santa é dia de almoçar todo mundo junto. E cadê ela?! Cadê aquela velhinha que unia todos e nos fazia dar risada? Aquela que achava lindo ver todo mundo reunido, que ‘babava‘ os netos, fazia comidinhas deliciosas. É... A vida tem dessas coisas. Precisamos mesmo perder algo ou alguém pra darmos valor. Hoje eu sei o quanto isso é verdade. Essa perda me faz aprender cada dia mais. Os meus pensamentos estão a mil. O medo é constante. Medo de não conseguir tudo o que quero, de dar tudo errado, de me distanciar cada vez mais da família. Eu sei que ninguém fica nesse mundo pra sempre e que nada é por acaso. Mas bem que ela poderia ficar um pouco mais. Poderia ver ao menos algumas das minhas vitórias. Chegar em casa e não tê-la por perto pra falar como foi o meu dia é algo terrível pra mim. Antes, quando eu chegava da rua, estava ela sentada no sofá da sala, me ouvia, dávamos risadas, eu fazia o leitinho dela e, na hora de dormir, a pegava pela mão, levava até o quarto e dava ‘boa noite’. Mas é isso mesmo. Talvez isso seja necessário pra eu aprender a tomar decisões de ‘gente grande’.

“Me olha da onde estiver

Que eu vou te mostrar que eu tô pronta

Me colha madura do pé
Me mostre um caminho agora

Um jeito de estar sem você

O apego não quer ir embora

Diaxo, ele tem que querer”

terça-feira, 23 de março de 2010


Somos donos de nossos atos,
mas não donos de nossos sentimentos;
Somos culpados pelo que fazemos,
mas não somos culpados pelo que sentimos;
Podemos prometer atos,
mas não podemos prometer sentimentos...
Atos são pássaros engaiolados,
sentimentos são pássaros em vôo.


Mário Quintana

domingo, 14 de março de 2010



Às vezes, a solidão se faz necessária.


Necessária para refletirmos, para nos entendermos, questionarmos a nós mesmos sobre o certo e o errado, “isso ou aquilo”, sobre o que nos rodeia, enfim.


Mas, em meio a toda essa reflexão e questionamento, nem sempre obtemos as respostas que queremos. Muitas vezes a partir desses, surgem outros questionamentos. E aí começamos a querer saber todos os ‘porquês’ da vida. Pra mim, é querer saber demais. Porque o mais legal da vida é justamente todas essas coisas que acontecem e nós não sabemos o porquê. Por vezes, coisas ruins acontecem, por outras, coisas boas. E é tudo servindo como aprendizado. Tudo!



Gabi Casé.

sábado, 13 de fevereiro de 2010

Quantas vezes eu ri e, por dentro, estava em prantos? Por quantas vezes quando perguntada se estava tudo bem eu respondi que sim mesmo não estando? Por quantas vezes eu chorei de felicidade, ri por desespero, calei quando deveria ter dito algo, falei demais quando deveria ter ficado em silêncio...?! Quantas e quantas vezes achei que as amizades seriam pra sempre, que a dor não seria passageira, que o amor nunca chegaria, que as pessoas que mais amava demorariam mais tempo pra ‘irem embora’? Recebi abraços e sorrisos falsos? Com certeza! Fingi-me de boba porque achei que seria melhor? Muitas vezes! Doei-me demasiadamente por alguém quando achei válido? Sim... Aprendi com os erros? Talvez. Quebrei a cara? Claro! Afinal, tudo isso faz parte da vida...

Gabi Casé